domingo, 20 de novembro de 2011

Dicas para expositores iniciados.

Assisti em varias exposições ao engaiolamento de algumas aves. Em conversa com um amigo aspirante a juiz concluímos que muitos iniciados nestas andanças de levar canários a julgamento não fazem ideia das "regras de jogo".

Resolvi dar algumas dicas para se evitar desilusões depois do julgamento. Tive o cuidado de recolher algumas imagens do que tenho presenciado e que irei comentar. Se isto servir e ajudar alguns leitores deste blogue ficarei satisfeito.

1º caso - COR - nunca se deve cruzar um canário vermelho com um amarelo. A razão é que vamos obter um canário laranja. A cor laranja é uma mistura de amarelo com vermelho e nas exposições o que é avaliado são as cores amarelo e o vermelho. O laranja não entra.



2º caso - A apreciação da - CATEGORIA - (nevado, intenso ou mosaico) não deve oferecer dúvidas. Muitos nevados imperfeitos podem se confundir coma maus mosaico. Os intensos defeituosos podem se confundir com maus nevados.





3º caso - Os canários lipocromicos ou de subplumagem branca (amarelos, vermelhos e brancos)não podem apresentar manchas escuras nas patas,bico ou plumagem.

Mancha no bico.


Subplumagem com mancha escura junto a coxa.


4º Caso - Falta de unhas ou bolinha nos dedos (gota ou acido úrico, presença de quistos na plumagem.

A fotografia que tirei não está aceitável para se exibida.

Qualquer ave que tenha um ou vários dos casos anteriores, nunca poderá disputar os primeiros lugares num concurso. Um conhecimento básico do standard dos canários de cor pode evitar desilusões na altura de ver a pontuação final destas aves.

Nota final:

O standard dos canários de cor - é um conjunto de indicações e definições sobre o aspecto visual das diferentes variedades de canários de cor. Por outras palavras é um conjunto de regras e valorações de pontos a atribuir as diferentes rubricas da ficha de julgamento de cada variedade de canários de cor. A entidade responsável pela sua elaboração é a Confederação Ornitológica Mundial sigla COM. Todas as exposições de ornitologia se baseiam nestas regas.

Podem obter o standard de canários de cor no seguinte endereço:

http://www.comomj.org/images/stories/OMJ/STANDARD_PDF/STANDARD_COLORE/Coleur_Portogus_Standard.pdf

sábado, 19 de novembro de 2011

Participação na XXXII exposição CIOM








O Clube Independente Ornitológico de Matosinhos vai realizar mais um exposição aberta a todos os criadores de aves federados. O local é o mesmo dos anos anteriores, como podem ver pelo cartaz e pela fotografia do pédio.



Este ano dispensei menos tempo para os meus canários. Trabalhar das 8h as 19 h não deixa muito tempo. No ultimo fim de semana dei-lhes banho e sequei-os numa estufa improvisada. Uma casa de banho e um aquecedor. Este ano não havia sol nesse dia. Passada uma semana e como não limpei as grelhas das gaiolas de exposição a ponta de algumas caudas estavam sujas. Hoje de manhã andei a lavar as pontas das caudas mais sujas. Sequei-os ao sol alguns ficaram com calções ou seja as penas das coxas arrebitadas. Uma plumagem lisa dos canários de cor, não admite arrebites. Bom como só iam 3 dos sete seleccionados para exposições, foi fácil decidir.



Agora falta aguardar o veredicto do juiz.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A muda acabou!

Os meus canários de cor acabaram a muda da pena. Os machos já cantam e os canários novos mostram o potencial desportivo da sua nova plumagem.

Acabei por não dar germinado misturado na papa, mas utilizei levedura de cerveja vitaminada. Penso que fiz bem pois notei que os canários terminaram a muda numa boa forma física.

Já separei os passarinhos que tenciono exibir no Clube de Matosinhos e se calhar também no Nacional. Ainda não fiz bem as contas aos dias de intervalo entre o final da exposição do Clube de Matosinhos e o Campeonato Nacional a realizar na Trofa. Não queria cair no mesmo erro de enviar os mesmos passarinhos às duas exposições, como fiz no passado. Erro porque os pássaros não tiveram tempo de serem novamente lavados e repousados par se apresentarem nas melhores condições. Na mesa do juiz e na hora de julgamento estes pormenores contam para a pontuação.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Durante a muda alpista, granulado ou mistura ?

A muda da pena dos meus canários de cor vai muito forte. Penas pelo chão até parecem flocos de neve. Aves com plumagem cheia de tocos de penas. Enfim uma coisa nunca vista por mim.

No passado eu comprava as sementes individualmente e fazia a mistura. Quando o meu canaril era visitado havia sempre o comentário "você da uma mistura muito escura". O certo é que nessa epoca quando pegavam um canário ou canária na mão o comentário era "ta muito gordo". Como eu estava fora de moda resolvi mudar. Abandonei a minha mistura e adoptei a light a base de alpista, mais tarde fiquei ainda mais radical só dou alpista.

Agora face a esta situação de muda forte coisa que no passado era uma muda mais leve (não havia tanta pena no chão), comecei a pensar. A mistura escura tem mais gordura é mais forte. Por outro lado só uma semente Alpista, o seu valor nutritivo vai depender do clima, do solo, da qualidade da armazenagem e de outros factores. Se a alpista for de má colheita, não tem outras sementes variadas para compensar e até quebrar a monotonia alimentar. Se as aves consumirem menos alimento nutritivo não vão ter reservas para substituir as penas. Por outro lado se a papa não for consumida em quantidade (estou com falta de tempo e não dou germinado) a papa seca é menos apetitosa.

Nesta situação um alimento composto tipo granulado seria o mais pratico. Já tentei no passado mas não consegui habituar os canários a um consumo regular e satisfatório.

Será que vou ter de voltar a compor e fazer a mistura para os meus canários de cor?

domingo, 3 de julho de 2011

Visita a nova sede da FONP e outras emoções...



No passado dia 2 de Junho, fui assistir a Assembleia Geral da FONP (Federação Ornitológica Nacional Portuguesa).




A dinâmica e o poder de realização desta Federação ficou demonstrado com a Inauguração da nova sede em Balasar. As instalações de uma antiga fábrica tem cerca de 2.000 m2, onde constam um salão onde foi feita a assembleia, um armazém para material, uma nave para exposições, uma cantina/refeitório, varias salas para reuniões e secções administrativas.





No fim da tarde foi oferecida uma sardinhada a todos os presentes.Nestes eventos é agradável voltar a ver caras amigas. Também é uma oportunidade de trocar ideias e fazer novos contactos e amizades.

Para mim a ornitologia desportiva é uma mistura de emoções que tenho de saber gerir. Por um lado o prazer e a frustração andam de mão dadas. Perdemos, ganhamos, desanimamos e olhamos em frente nos momentos difíceis sempre com a esperança de dias melhores. Este ano ao nível das criações, arrancou muito mal, depois equilibrou ja anilhei 15 canários. Hoje estive a ver e a coleccionar os brancos recessivos com aptidão desportiva. Se a muda correr bem vou ter aves minimamente apresentáveis. Tenho ainda 2 albinos no ninho, mas ainda é cedo para prognósticos. Os machos brancos recessivos que vieram do Tony Duarte deram um contributo importante para a melhoria genética do plantel. Falta confirmar esta impressão nas exposições.

domingo, 19 de junho de 2011

Saber aproveitar o vento!


Por vezes apetece desistir quando aparecem problemas com os pássaros, tanta dedicação e carinho, horas roubadas a família... Mas quando se gosta mesmo as contrariedades passam a ser desafios que temos de vencer. O lado mau tem sempre um lado bom se soubermos virar as velas e aproveitar o vento...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Equacionar os problemas.

O tempo passa e resolvi procurar ajuda. Na freguesia onde resido o mês passado abriu uma clínica veterinária. Resolvi fazer uma visita, muito simpatia e franca uma jovem veterinária disse-me que pássaros não era a sua especialidade. No entanto encaminhou-me para uma clínica veterinária da cidade do Porto.

Um dia antes deste episódio estive a trocar algumas impressões com um médico e columbófilo, sobre o meu problema de baixa fertilidade. Muito simpático e prestável telefonou a um amigo veterinário a contar o meu episódio. Aconselhou-me a ir falar pessoalmente com a pessoa em questão na clínica onde presta serviços de veterinária.

Deitei contas a vida e la fui procurar a tal clínica. Tive sorte pois fui logo atendido. Como é normal numa consulta foram me feitas perguntas e levantadas algumas questões para as quais eu não estava preparado para responder.

O problema apresentado era a baixa fertilidade. Numa postura de 5 ovos nascer uma cria ou duas não é normal. Uma pergunta que me foi feita era se os ovos estavam galados. Eu não soube responder. Então o Sr. Doutor esteve a esclarecer que um ovo pode estar galado e o embrião não se desenvolver. Explicou que eu deveria ter levado alguns ovos para ele examinar. A analise dos ovos fornece algumas pistas sobre as causas do aborto primário morte ocorrida na primeira fase (1º-5º dia de incubação), morte ocorrida na 2ª fase (6º-10º dia)chamada aborto embrionário e por fim perguntou qual o aspecto dos ovos na 3ª fase que termina no 13º dia. Nesta terceira fase perto do nascimento devemos prestar atenção ao aspecto dos ovos não eclodidos. O ovo estava picado? A cria nasceu e conseguiu libertar-se do ovo? A resposta a estas questões é importante.

A infertilidade ou o não nascimento pode ser provocado por razões ambientais (contaminação dos ovos por manipulação, mau armazenamento dos ovos, instalações com excesso de calor, baixa humidade), razões comportamentais(fêmea jovem ou macho imaturo, abandono do ninho ou incubação irregular), razões de saúde (aves com doenças ocultas, falta de vitaminas, má formação da casca do ovo).

Face a complexidade do problema a estratégia foi fazer uma analise as fezes de todas as aves. Numa primeira fase analise parasitológica às fezes. Foi o suficiente pois foi detectada coccidiose, em virtude disso a absorção dos alimentos era deficiente o que explica a magreza de alguns exemplares e o aspecto pouco volumoso das fezes. A doença estava encoberta (forma sub-clínica) pois as aves comportam-se normalmente. Machos cantam, fêmeas chocam os ovos e todos com vitalidade. Esta descoberta para mim foi impressionante, pois normalmente e pelo que consta as doenças mais ligadas a problemas durante a reprodução são as Salmonelas, Escherichia coli, lankesterella.

Neste momento estou a seguir o protocolo indicado pelo veterinário. Um medicamento anticoccidiose e depois reconstruir com uma cura de vitaminas no final cura com probiótico.

Equacionado o problema espero pelo resultado final...

PS: Um bom artigo sobre a coccidiose

http://www.canariculturatuga.com/forum/index.php?topic=738.0