quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O USO DO VINAGRE DE CIDRA NA ORNITOCULTURA

From OS MEUS CANARIOS DE COR


O vinagre é usado desde a antiguidade como panaceia e para manter uma vida saudável. Existem varios tipos de vinagre, vinagre de vinho, vinagre de cereais, vinagre de cidra, este ultimo provem da maçã.

O vinagre de cidra é usado na criação de aves, contém sustancias benéficas, vitaminas, minerais, pectina. Melhora a digestão, destrói bactérias, e tem outros benefícios.

Exemplos de utilização:

Na agua em que cozemos os ovos, deitar umas gotas de vinagre de cidra, evita que se estalarem quando os mergulhamos, deitem tudo para fora.

Desinfectar verdura – na agua em que mergulhamos as verduras depois de lavadas, se adicionarmos 10 gotas num litro de agua. Deixar de molho durante 30 minutos, depois exaguar com agua limpa e corrente. Podemos tratar as sementes germinadas com esta solução para prevenir contra, fungos, bactérias e outro germens patogénicos.

Agua de beber – 10 ml de vinagre de cidra em 1 litro de agua – duas vezes por semana. A finalidade é reduzir o pH e favorecer o desenvolvimento de microorganismos favoraveis no sistema digestivo.

Agua do banho – 10 gotas por litro de agua – solução eficaz para prevenir infestação de piolho na plumagem.

O vinagre de cidra ajuda a manter as aves em condições optimas, em conjunto com outras medidas. Boas practicas de limpeza e higiene das instalações, acessórios e gaiolas ou viveiros. Agua limpa e fresca, comida adequada e fresca todos os dias. Isolamento das aves suspeitas de doença.

From OS MEUS CANARIOS DE COR


Convido a todos os leitores deste blog que participem e revelem outras utilizações do vinagre em ornitologia que eu desconheço e não menciono neste artigo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Papa ovo ou farinhada caseira





Terminaram as criações de canários, algumas aves já entraram na muda da pena. Este ano relativamente aos anteriores obtive bastantes canarios branco recessivo. Se a muda correr bem pela primeira vez poderei levar a concurso uma equipa de brancos recessivos.

Normalmente aponto numa folha de calculo todas as despesas com este passatempo da criação de canarios. O balanço no final da época é sempre negativo, tenho verificado um contínuo aumento de preços tanto nas sementes como na papa e nos complementos. Também por vezes vale a pena comparar preços do mesmo produto em varios fornecedores.

Muitas vezes a propaganda leva-nos a comprar produtos que são dispensáveis ou substituíveis por mais baratos e melhores. No mercado existem papas comerciais proprias para canários brancos recessivos. São ricas em vitamina A e não contém ovo nos seus ingredientes. Os argumentos a favor destas papas é que compensa a carencia da Vitamina A e inibe a deposição de pigmentos nas penas.

Utilizo a largos anos com bons resultados a papa de ovo Cê-Dê para canários. Ultimamente no meu fornecedor habitual o preço tem aumentado bastante, neste momento pago 4,70 euros por 1 kg. Manda o bom senso que em equipa que ganha não se mexe, mas os tempos são de crise e as revoluções e as novas ideias surgem nestas ocasiões. Durante muito tempo tenho lido e ouvido falar em papas caseiras feitas pelos criadores. Tomei a decisão de durante a muda da pena introduzir uma nova papa. Recentemente aventurei-me a confeccionar uma receita de um criador italiano Franco Monopoli. A receita é a seguinte:

Ingredientes:

4 ovos grandes
1 litro de leite meio gordo
4 colheres de sopa de vinagre de cidra acidez 5-6%
300 gramas de pão ralado
10 a 20 gramas de um multivitaminico em pó

Utensílios:

1 fervedor ou panela inox
1 copo
1 coador em rede metálica
1 picadora eléctrica para misturar os ingredientes

Preparação:

1 – Cozer 4 ovos e depois retirar as cascas.
1.1-No período de reprodução usar os 4 ovos inteiros.
1,2-No período de repouso usar as 4 partes brancas e só 2 amarelas. (As partes brancas correspondem a parte solida das claras e a parte amarela é a parte solida da gema do ovo.)
2-Recuperar a parte solida do leite
2.1-Ferver 1 litro de leite
2.2-Entretanto preparamos um copo com 4 colheres de vinagre de cidra.
2,3-Quando o leite levanta a 1ª fervura viramos o copo de vinagre no leite.
2,4-Imediatamente veremos a formar-se a parte sólida do leite e esperamos pela 2ª fervura. Nesta altura viramos no coador o leite solidificado, enxaguamos este produto em agua corrente. Esprememos e apertamos bem para extrair o máximo de agua possível, para obtermos o que nos serve.
3- 300 gramas de pão ralado.
4- as vitaminas em pó
5- Meter tudo (pão ralado, vitaminas, ovos e leite solidificado) dentro de uma picadora. Picar até obter uma mistura homogénea semi húmida.
6- Guardar este alimento no frigorífico no máximo 4 dias. Oferecer a aves duas vezes ao dia e a noite retirar o que não for consumido.



Por uma questão practica resolvi executar a receita com os ingredientes desta tabela e por curiosidade acrescentei o custo de cada ingrediente.


Quantidade...... Ingrediente..........Custo
1.........................Ovo .......................0,10 €
250 ml..............Leite meio gordo..0,16 €
5 ml...................Vinagre de cidra..0,05 €
2,5 g..................Vitaminas.............0,10 €
75 g...................Pão ralado.............0,11 €


No final obtive 166 gramas de papa e gastei nos ingrediente 52 cêntimos o que equivale a 3,13 euros preço por quilo. Outra vantagem é de podermos controlar a frescura da papa e dos ingredientes.

O aspecto do produto final é de uma papa macia ligeiramente húmida de granulometria tipo areia fina. O cheiro a ovo misturado com o do leite solidificado é agradável. Os canarios no geral aceitaram bem, mas ainda é cedo para tirar outras conclusões. No período de repouso continuarei a habituar as aves a nova papa. A verdadeira prova será em 2010 na altura das criações, veremos se as canarias enchem e as crias saltam do ninho.


PS: Ao juntar o vinagre ao leite a ferver forma-se o leite coalhado (parte sólida), rica em caseína ácida, que contém 80% das proteínas do leite...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Case%C3%ADna

terça-feira, 2 de junho de 2009

QUASE A SAIR DO NINHO









A sair do ninho...



Fora do ninho...



Passados aproximadamente 30 dias do nascimento as crias são separadas dos pais... Nesta fase devemos ter um maior cuidado com a alimentação para elas manterem um bom desenvolvimento até a fase da muda da pena.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Foto de uma ninhada da 2ª postura de 2009

O ano passado, conforme ja escrevi neste blog, nasceu no meu canaril uma fêmea albina. Participou na exposição do CIOMatosinhos e passados 4 dias de terminar esta exposição foi concorrer ao Campeonato Nacional e Paços de Ferreira.

Na primeira postura nasceu um canário Albino e agora na 2ª postura nasceu outro.

Photobucket

Espero que cresça saudável e ultrapasse a difícil fase da mudança de plumagem (muda da pena).

Standard Canários Lipocromicos Apigmentados

Já tenho ouvido dizer alguns criadores não desportivos que possuem aves muito boas, ou que as suas aves é que são boas. Não duvido da veracidade das suas convicções pessoais.

Como criador amador desportivo de canários de cor, não me limito a anilhar as aves novas que nascem no seu canaril. Os meus melhores canários de cor participam em concursos e exposições ornitológicas desportivas.


Quem visita pela primeira vez uma exposição de canários de cor repara que existe uma enorme variedade. Por uma questão pratica os canários de cor são repartidos por grupos. Cada grupo tem um determinado standard.

A questão é que para sermos rigorosos, quando avaliamos um canário de cor, devemos estabelecer uma comparação com o padrão, standard ou estalão da raça. Quando participamos numa exposição ornitológica desportiva, as nossas aves são avaliadas por um juiz que numa ficha de julgamento pontua vários itens, segundo os critérios expressos no standard da raça do canário.

Os meus canários de cor lipocromicos brancos, pertencem ao grupo dos Lipocromicos A pigmentados. Este tipo de canários é avaliado segundo o seguinte standard, baseado na OMJ/COM compilado por mim e a título de exemplo. Apesar de todos os esforços desenvolvidos não posso garantir nem me responsabilizar por erros ou omissões na compilação deste standard. Criticas e sugestões serão bem vindas para rectificar ou detalhar as informações sobre o standard apresentado.


standarrd BR Recessivos

As fontes bibliográficas já tem alguns anos e foram as seguintes:

PORTUGAL ORNITOLÓGICO Ano I Nº1 de 2005 revista da FONP Órgão Oficial da Federação Ornitológica Nacional Portuguesa

BOLETIM COL Nº3 de Janeiro, Fevereiro e Março de 1984




No fim da participação de uma exposição ornitológica desportiva, quando olhamos para a ficha de julgamento, temos uma referencia do valor das nossas melhores aves.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ideias para a gestão da postura

Num artigo da revista ornitologia pratica, escrito por Diego Crovace encontrei alguma achegas para o meu problema dos fracos resultados obtidos na primeira postura dos meus canários.

From OS MEUS CANARIOS DE COR


Segundo este autor devemos ministrar as fêmeas reprodutoras uma alimentação rica em vitaminas, durante o período de preparação para a postura. A sua carência provoca uma falta de vitalidade e incapacidade dos embriões para eclodirem. Isto foi comprovado em investigações veterinárias em explorações avícolas. (Pois este ano não dei vitaminas...)


Um tratamento com vitaminas misturadas na água, sete dias durante o acasalamento até a postura do primeiro ovo. As vitaminas solúveis em agua não se acumulam no corpo das aves, porque são eliminadas pela urina. (As vitaminas hidrosolúveis são as do grupo B, C, biotina e acido fólico.)

A casca do ovo tem como função proteger o seu interior. Por isso também nesta fase devemos fornecer aos casais, grit rico em carbonato de cálcio e sais minerais. Assim evitaremos a postura de ovos com casca frágil.


O ovo quando é expulso pela fêmea, esta mais permeável a entrada de bactérias, pois a sua casca esta mole. Só passados uns momentos é que solidifica em contacto com o o ar. O embrião que esta dentro do ovo necessita de receber calor para começar a se desenvolver. Por estas razões os materiais que fornecemos as fêmeas para elas fazerem o ninho devem ser adequados. É importante que sejam limpos e pouco contaminados de bactérias, por isso não devemos aproveitar os materiais caídos no fundo das gaiolas. (Tenho de rever se a erva do monte é o material mais indicado.)

Quando retiramos ou tocamos nos ovos do ninho, devemos previamente lavar e secar as mãos. Porque as mãos sujas são uma fonte de contaminação. Também não devemos lavar ou molhar os ovos pois isso provoca a perda da sua película protectora. (Sabemos lá por onde andaram as mão antes de mexer nos ovos.)

Retirar os ovos rachados ou sujos com fezes, porque podem contaminar os outros ovos existentes nesse ninho. (Num ninho com 4 ovos, não vale a pena arriscar perder 3 ovos sãos por causa de 1 ovo sujo.)
From OS MEUS CANARIOS DE COR


From OS MEUS CANARIOS DE COR


Ao domingo de manhã por vezes faço uma visita a sede do meu clube o Clube Independente Ornitológico de Matosinhos. Em canaricultura estou sempre a aprender, pois gosto de partilhar o que sei e pedir ou ouvir opiniões. É habitual encontrar outras pessoas que já passaram pelos mesmos problemas. O Zé Manel "paulista" criador de agapornis, quando criava canários, também usou a erva do monte e utilizava um método para a higienizar. Colocava num saco plástico a erva que apanhava, depois pulverizava-a com lexívia e deixava o saco fechado durante meia hora. Depois retirava a erva do saco e colocava-a a secar ao sol, para que o cloro se evaporasse. (Ainda não experimentei esta técnica de preparar a erva do monte.)

Vou ter em conta estas sugestões e aplicar as medidas correctivas sugeridas, esperando obter melhores resultados na próxima postura.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Balanço da primeira postura de 2009

Já passou o período de incubação da primeira postura dos meus canários de cor. Já nasceram as primeiras crias, algumas já sairam do ninho.




Este ano não usei o Anima-Strath nem acrescentei Fermento Plus na papa Cê-Dê. Coincidencia ou não os resultados não foram brilhantes, pois bastantes ovos não eclodiram. Terminado o período de choco aguardo mais ou menos três dias e depois retiro e quebros os ovos. Uns não estavam galados vi a gema e a clara, outros estavam chocos o aspecto é escuro e mal cheirosos e por ultimo encontro ovos com o embrião morto no seu interior.

As causas para estas situações podem transitórias ou permanentes e diversas.



Ovos não galados, o macho ter problemas de saude. Falta de A D3E, vitaminas para favorecer a fertilidade. A cópula não se ter realizado ou consumado.

Ovos chocos podem ter sido contaminados por virus, salmonelas, colibacilose ou fungus.

Embrião morto dentro do ovo pode ser consequencia de factores hereditários letais e sub-letais.

Também verifiquei que 5 crias nasceram com uma pinta preta no ventre. Passados 2 dias depois do nascimento 3 destas crias morreram. Face a esta situação comecei a misturar um antibiótico contra a colibacilose e salmonelose na papa de ovo fornecida a estas crias. Nos adultos a colibacilose pode não manifestar sintomas. Depois deste tratamento forneço uma cura de vitaminas do complexo B.

A minha estratégia para melhorar os resultados da proxima postura dos casais menos performantes, será fazer um tratamento com um antibiótico contra a colibacilose e salmonelose misturado na agua de beber, seguida de fornecimento de vitaminas do complexo B.

Apertar mais a limpeza dos poleiros e gavetas das gaiolas. Talvez não fosse má ideia eu efectuar uma desinfecção parcial das gaiolas para baixar o nivel de agentes biologicos nocivos, existentes na instalação.

Para obter bons resultados o milagre é ter mais capacidade de trabalho. Mãos a obra!