sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sangue Novo



Nos últimos anos não tenho adquirido novos pássaros o que lentamente me conduziu ao chamado inbreading. Ou seja no meu plantel os casais de canários formados, começaram a ter algum parentesco. As consequências desta pratica é obter genes Homozigotos, alguns com características boas (mais canários com olhos vermelhos) e outros com caracteres negativos ou taras (má visão, ligeira diminuição no tamanho).


Na ornitologia desportiva se queremos ser competitivos temos de ter objectivos. O nível é dado pelo palmares do criador e acima de tudo pela sua regularidade. Ja la vão alguns anos que num colóquio sobre Canários de Cor, realizado pelo COBL, Clube Ornitófilo da Beira Litoral, conheci o Toni Duarte. Na altura confesso que desconhecia o seu palmares e que era um criador de canários brancos recessivos, albinos, amarelos, lutinos e recentemente também de brancos dominantes. No seu canaril em Águeda, regularmente entram pássaros de criadores conceituados tanto nacionais como estrangeiros. Como bom criador que é sabe tirar vantagem e melhorar sempre a qualidade do seu plantel. Basta analisar os resultados obtidos nas exposições em que participa.

A matéria prima são os pássaros que temos, nos últimos anos a pesar dos cuidados que tenho na selecção dos reprodutores, chegou a altura de introduzir sangue novo no meu canaril. A minha opção foi falar com o meu amigo Toni e ver qual era a sua disponibilidade de me ceder 2 machos brancos recessivos. Após termos entrado em acordo deram entrada no meu canaril dois esplêndidos canários machos branco recessivo. Estou muito satisfeito pois a adaptação às novas condições foram as melhores, pois eles já cantam.

Para o próximo ano o meu ponto de partida será diferente, pois vou utilizar estes novos machos, espero obter um bom resultado tanto em quantidade como em qualidade.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vitórias e Campeões




Uma exposição é sempre um lugar de encontro de aficionados. Os passaros são motivo de conversa, troca de ideias e informações debate de opiniões. Nestes eventos conheço novas pessoas reencontro outras com o mesmo interesse por este passatempo, renovo e estimo as amizades antigas.

Este ano o CIOM e o CCAP, organizaram em conjunto o seu concurso e exposição anual. A afluencia de publico e de criadores foi formidavel. A equipa organizadora, Presidente da Direcção do CIOM Angelo Coelho, José Nogueira responsavel pela informática o Armindo Tavares Sec. A.G do CIOM e dirigente do CCAP, o Paulo, o Vilaça ambos do CIOM e muitos outros estão todos de parabens pelo excelente trabalho realizado.

A ultima da hora de vespera lavei os meus canarios de cor. Escolhi 5 passaros, 3 brancos recessivos, 1 albino e 1 amarelo nevado asas brancas. O asas brancas foi para completar o numero minimo de passaros para ter direito ao premio de presença no caso de não chegar ao podio.






No dia em que dei banho aos passaros a temperatura rondava os 15 ºC, depois do banho deixei-os enrolados em papel de cozinha. Alguns senti que a secagem era deficiente e resolvi recorrer ao secador de cabelo, ora esta pratica tem consequencias de arrebitar algumas penas.

Levar os meus canarios de cor as exposições é uma maneira de avaliar a qualidade dos meus passaros. Por isso tento sempre interpretar as avalições dadas em cada rubrica, no caso dos canarios lipocromo aparecem os seguintes itens:
Lipocromo
Categoria (esta não aparece nos canários brancos ou apigmentados)
Plumagem
Forma e Tamanho
Porte
Impressão
Na ficha de julgamento a rubrica Plumagem é importante as penas estarem bem coladas ao corpo, claro que o juiz teve de dar 12 pontos o que corresponde a um suficiente. A rubrica Impressão também tiveram 4 pontos sinal de Bom, mas se tivessem um excelente com 5 pontos dariam um empurrão ao 88 e 89 pontos que apareceram no total individual. A razão é que faltou adaptação a gaiola de concurso, notei que as aves se refugiavam no chão da gaiola o que é suficiente para a ave apresentar sujidade no corpo, nas patas ou na cauda. Devo registar que as novas gaiolas de cartão não apresentam grade no chão e que os poleiro estão muito afastados do chão. Isto prejudica as aves que se refugiam no fundo. Todas as minhas aves apresentadas a concurso tiveram um Porte excelente com 9 pontos. Na forma e no tamanho também estiveram bem todas receberam 13 pontos um sinal Bom.



O saldo final foi positivo, pois o meu canário Albino teve 89 pontos e ficou em 1º Classificado, a Plumagem teve 12 pontos, mas a razão foi eu não ter preparado convenientemente a secagem após o banho. O resto dos meus canarios de cor tiveram 2 brancos recessivos com 89 pontos e 1 com 88 pontos. O amarelo nevado asas brancas teve 88 pontos no lipocromo teve 26 pontos sinal suficiente, Categoria, Plumagem, Tamanho e forma a avaliação foi de Bom. O Porte e a Impressão tiveram um Excelente. Este asa branca com um Lipocromo Bom de (28 ou 27 pontos) teria premio.

Nos concursos a disputa dos primeiros lugares é marcada pela diferença de um ponto que faz a distinção entre o Bom e o Excelente. Por isso quando me dizem que em casa ficaram bons passaros e que não os trazem para concorrer eu acredito, mas para ganharem não chega serem bons é necessario as pontuações em algumas rubricas chegar ao Excelente. Para se alcançar o Excelente, por vezes é uma questão de momento e se o passaro estiver na mesa do juiz isso marca a diferença em relação aos outros passaros concorrentes.





Uma maneira de eu saber se tenho passaros competitivos é participar em concursos. Depois é saber avaliar o grau de competividade que depende do numero de concorrentes na mesma Classe e Secção. Conclusão cada Vitória tem o seu nivel... Passaros bons ha muitos, campeões muito menos e cada campeão tem o seu nivel.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu e o Magalhães


O Clube Ornitologico Beira Litoral, organiza uma exposição anual que eu aprecio bastante, pois para alem de apresentar um concurso ornitologico em simultãneo convida varios artesãos que ao vivo mostram o seu trabalho. A montagem do evento, os julgamentos das aves, a chegada dos artesãos e toda a decoração dopavilhão Espaço Inovação é digno de registo. Conheci a alguns anos o seu actual Presidente José Carvalho, homem dinâmico e meu amigo, sabe que eu gosto de acompanhar este tipo de evento, registando imagens fotos e video. Lançou-me o desafio de registar o evento e colocar imagens na internet. O local Oliveira do Bairro fica cerca de 100 km da minha residencia
felizmente tenho alojamento em Aguim assim pouparia tempo e esforço da viagem. Agora como resolver o problema de processar as fotos digitais e envia-las para a Internet se eu so tenho um PC laptop sem wireless. Gentimente o Presidente do Conselho Fiscal Tony Duarte, protificou-se a emprestar o portatil da sua filha. A verdade é que tenho receio de acontecer algum azar com aquilo que não me pertence... Lembrei-me do Magalhães da minha filha.

Em Portugal o PC Magalhães foi muito criticado quando adoptado nas escolas. Os tempos não estão faceis, resolvi pedir a minha filha se me dipensava o Magalhães. Fiu avisado que o Magalhães já não era o que foi, fiquei a saber que não arrancava. Pensei que seria algum virus e resolvi recorrer a assistencia tecnica. Lá fui e quando cheguei vi o tecnico pegar no Magalhães e encostá-lo ao ouvido. Uii! Fiquei espantado pousou o PC na mesa e deu-lhe umas pancadinhas e logo o Magalhaes rescuscitou. Talvez a minha expressão incredula mereceu a atenção do jovem tecnico que logo se prontificou a explicar o que para mim era um enigma. O PC Maglhães deve ter sido sujeito a pancadas que afectaram o funcionamento do disco rigido que bloqueia quando tenta ser acedido faz um pequeno barulho e não funciona. A palmadinha no PC ajuda a saltar essa falha e a iniciar.


Chegado o dia da partida para a EXPO_AVE 2010 tudo parecia resolvido. No local da exposição o Magalhães era alvo da curiosidade tão pequenido e sempre a apanhar palmadinhas. Como PC temperamental nem sempre acatava as minhas intruções pois não tinha rato para dominar o cursor e o ponteiro. Até me pregou um grande susto pois aqueceu tanto que me mostrou o ecran azul, nesse dia de julgamento de aves recorri a opinião do juiz Lino Guimaraes que diagnosticou o mal. O Magalhães esta cansado e aqueceu um pouco de repouso resolve o problema. Pelo sim e pelo não fiz uma copia de segurança das fotos e dos videos.

Eu e o Magalhães ja formamos uma equipa, veja e acompanhe o nosso trabalho no seguinte endereço:

http://expo-ave2010.blogspot.com/

Agradeço a minha esposa o favor de em casa dar comida comida e bebida aos meus canários de cor, durante a minha ausencia e de não ter ciumes de eu ter trazido comigo o Magalhães.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CLUBE ORNITOFILO DA BEIRA LITORAL -Expo Ave



CLUBE ORNITOFILO DA BEIRA LITORAL, esta a preparar desde hoje, 21 de Outubro de 2010 a sua exposição no ESPAÇO INOVAÇÃO (OLIVEIRA DO BAIRRO) - vai decorrer de 29/10/2010 a 01/11/2010.

Já visitei no passado outras edições da Expo-Ave, e gostei de conhecer os vários pontos de interesse para além das aves. Artesanato, gastronomia, divertimentos para crianças, são alguns dos argumentos para uma visita. Este ano a tracção é um show de araras.

A amizade que me liga ao Presidente da Direcção o Zé Carvalho e ao Presidente do Conselho fiscal o Tony Duarte, e com a colaboração da minha família este ano vou acompanhar mais de perto a montagem da 15º Expo-Ave do COBL.

Tenciono publicar imagens e vídeos num novo blog dedicado a cobertura do evento deste ano 2010.

visite:

http://expo-ave2010.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sem papas na língua,

Em Portugal a publicação de revistas de ornitofilia, tem sido esporádica, mesmo irregular. Recentemente no mês de Outubro surgiram duas revistas. Uma nova denominada Magazine Ornitológico e outra ja mais antiga a Revista Ornitológica Passaros R.O.P.

Começemos pela analise da mais antiga Pássaros. O primeiro numero trimestral surgiu em Maio de 1994, nesse ANO 1 terminou com a publicação do nº2 em Setembro 1994, o Ano 2 em Julho foi publicado o numero 3 e mais tarde em Outubro de 1995 saíu o numero 4. No Ano 200 seu IV Ano em Outubro foi editado o numero 5 e finalmente em 2001 Ano V em Outubro saíu o numero 6. Todos os editorias estão assinados por Luís Santos, curiosamente no numero 6 de 2001 termina "... em breve tenhamos outro Mundial na nossa Pátria. Saudações ornitolófilas e até ao proximo numero em Janeiro." Coincidencia ou não esta revista Pássaros, reaparece em 2010 ano em que Portugal recebeu o 58º Mundial C.O.M. de Ornitologia.

Analisando o passado da revista Pássaros, verifico que o editor só conseguiu editar no maximo 2 numeros por ano, quando os assinantes pagam uma revista trimestral, onde deveriam ter o direito de receber por ano 4 revistas. Li algures no site de apresentação da revista Pássaros que a edição da revista é limitada e agora dá para entender o que significa distribuição limitada e ser só possivel aceder a revista por assinatura, paga-se primeiro e depois logo se vê... A obrigatoriedade de ter de assinar a revista independentemente do interesse dos conteudos é um inconveniente para quem quer aceder a um numero avulso. Relativamente ao numero editado agora em Outubro 2010 apareceu com a referencia Ano I Numero 1, estranho... Será que o erro foi involuntario? Neste numero muitos dos artigos são traduções, não ponho em causa a qualidade dos artigos publicados embora transpareça a falta de actualidade de noticias sobre eventos nacionais ou ausencia de entrevistas a novos criadores nacionais com palmarés.


A revista Magazine Ornitológico, apareceu nas bancas em Outubro de 2010, é uma revista profissional pois conta com um Editor Executivo o Fernando Domingues e um Director Executivo o Paulo Santos, tem estado e acompanhado alguns eventos que ocorreram em Portugal, como sejam o 58º Mundial C.O.M. de Ornitologia realizado em Matosinhos, estiveram presentes na sessão de esclarecimento da FONP em que o tema era os documentos CITES e a Regulementação da detenção de aves da Fauna Europeia ou aves Indígenas. No numero 1 nota-se que todo o conteudo é genuino e de origem nacional, o que denota um trabalho de campo espelho da realidade portuguesa. Para isso tiveram de deslocar meios humanos para fazer a cobertura e as entrevistas.


A revista Pássaros verso revista Magazine Ornitologico, são projectos diferentes que espelham realidades diferentes, embora o publico alvo seja o mesmo a linha editorial e a practica de cada uma tem uma personalidade própria. A revista Pássaros no passado prometeu muito, mas falhou por não conseguir ser publicada regularmente, o que afecta a sua credibilidade. A minha preferencia vai para a actualidade da Magazine Ornitologico.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

XXXI Exposição do Clube Ind. Ornitologico de Matosinhos


A época desportiva vai começar. Muitos criadores de aves não levam as suas aves as exposições e reclamam para si os louros de serem possuidores de óptimas aves. Por outras palavras julgam as suas aves as melhores, mas deixam-as em casa.

Levar as aves as exposições no meu ponto de vista deve fazer parte do processo evolutivo do nosso plantel. A apreciação e pontuação das aves deverá dar ao criador desportivo uma noção do resultado dos cruzamentos efectuados e uma indicação do valor dos seus reprodutores.


Para participar devemos de preparar as nossas aves, antes de as levar a concurso. este ano a muda dos meus canários ainda esta um pouco atrasada, espero que isso não se reflicta nos resultados desportivos. Para ganhar as aves devem estar no pico da forma estar em boas condições não chega para ganhar. Ainda falta algum tempo para as levar a
XXXI Exposição do Clube Ind. Ornitológico de Matosinhos, onde espero estar presente para pelo menos incentivar e respeitar todo o trabalho da Direcção em realizar mais uma exposição. Acreditem que nem sempre é fácil organizar uma exposição...


Calendário da XXXI Exposição CIOM e V Exposição CCAP


- A XXXI Exposição CIOM e V Exposição CCAP, terá lugar na Rua Godinho de Faria, nº 1429
Leça do Balio, Ponte de Pedra (Junto à dependência bancária do Banif).

- RECEPÇÃO DAS AVES:
- Dia 13 de Novembro de 2010, Sábado das 14,30h às 19,30h
- Dia 14 de Novembro de 2010, Domingo das 10h às 12,30h e das 14,30h às 18,OOh.

- Julgamentos 2ª e 3ª feira
- Dias 15 e 16 de Novembro de 2010.

- ORGANIZAÇÃO
- Dia 17 de Novembro de 2010 (4ª feira)

- ABERTURA AO PÚBLICO

Custo de ingresso na exposição 1 euro por pessoa.
Os expositores, patrocinadores, detentores de mesas ou gaiolas na feira de vendas, têm acesso livre na área de exposição.

5ª Feira/6ª Feira/ Sábado - Dias 18-19-20 de Novembro de 2010
visitas : Das 10h às 13h e à tarde das 14h às 20h.

Domingo - Dia 21 de Novembro de 2010, ultimo dia.
Visitas : Das 10h às 13h e das 14h às 17,30h - Pelas 18h até à 20,30h entrega das aves aos criadores e final da exposição.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A REVISTA Magazine Ornitológico


Em Portugal faltava uma revista especializada sobre Ornitofilia ou Ornitologia desportiva. Felizmente esta lacuna vai ser preenchida, com o aparecimento da revista Magazine Ornitológico.

O numero 1 já esta pronto e vai surgir nas bancas no dia 1 de Outubro de 2010. Pelo que eu conheço esta revista esta ao nível da Ornitologia Pratica em língua espanhola.

Promoção válida até 31 de Dezembro.
Assinatura - 1 ano
Portugal 4 n.ºs 18€
Europa 4 n.ºs 29€
Resto do Mundo 4 n.ºs 35€

Podem fazer a Assinatura preenchendo o seguinte formulário.

https://spreadsheets.google.com/viewfor ... ZG9lU1E6MQ"


Podem ver a capa do numero 1 no seguinte endereço:

http://magazineornitologico.wordpress.com/magazine-ornitologico-2/primeiro-numero/

Como eu nunca sei tudo sobre canários de cor e quero continuar a aprender, adivinhem o que eu vou fazer...Recomendo que quem quiser evoluir e aprender sempre, assinem esta revista Portuguesa.

Nota Final: Esta revista já não existe o ultimo numero foi publicado em finais do ano 2012.

Podem ver os numeros publicados e ainda disponiveis no site da revista.

http://magazineornitologico.wordpress.com/

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Uma visão pessoal sobre os standard dos canarios de cor


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Na primeira vez que fui visitar uma exposição de canários de cor fiquei perdido no meio de tanta designação para indicar simplesmente a “cor correcta” de um canário. “Cor correcta” entenda-se designação atribuída pela Confederação Ornitológica Mundial, sigla C.O.M. Perante um problema complicado o melhor método é decompor esse problema em partes mais simples. Encontrado um padrão o problema torna-se resolúvel.
Vou tentar simplificar e concretizar partindo de alguns conceitos básicos quando observamos um canário de cor. O objectivo é permitir uma assimilação mais fácil da nomenclatura dos canários de cor. Certamente os leitores mais avançados e atentos nestas questões me irão perdoar algumas imprecisões e desvios face ao estalão ou standard internacional de canários de cor da C.O.M.
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A distribuição das cores de fundo ou categoria obedece a um destes critérios:
Intenso - Cor lipocrómica uniforme distribuída pela plumagem sem a presença de partes brancas.
Nevado – Cor lipocrómica uniforme distribuída pela plumagem, mas polvilhada pela cor branca.
Mosaico – A distribuição da cor amarela ou vermelha é feita em zonas específicas designadas zonas de eleição que se situam na cabeça, peito, ombros e uropígio. Fora das zonas de eleição a cor é o branco giz.
As Melaninas
Os pigmentos que se depositam junto a raquis (eixo da pena) são as MELANINAS com as cores:
  • O Negro pode variar a sua tonalidade até ao Cinzento, designada por Eumelanina Negra.
  • O Castanho pode aclarar até chegar ao Bege designada por Eumelanina Castanha.
  • O pigmento que se deposita nas bordas da pena é o Castanho (tonalidade do óxido de ferro), designado por Feomelanina.
O grau de pigmentação e a sua localização junto a raquis da pena e ou nos bordos da pena é responsável pela cor e tonalidade escura (Melânicos oxidados) ou tonalidade clara
ASPECTO VISUAL
1-Cor da sub plumagem.
Nos canários de cor temos dois grandes grupos se atendermos a cor da sub plumagem. Se sopráramos as penas do ventre de um canário poderemos encontrar:
Sub plumagem cor branca – canário lipocrómicos.
Sub plumagem cor escura – canário melânico.
Sub plumagem cor branca e cor escura – canário variegado – vulgarmente conhecido por canário pinto, canário galego. Não é aceite nos concursos de canários de cor.
2-Cor da plumagem
Quando olhamos para a cor da plumagem de um canário verificamos o seguinte.
2.1 - Todos (canários lipocrómicos e melânicos) apresentam uma cor de fundo.
2.2 - Alguns (só os canários melânicos) apresentam por cima da cor de fundo, estrias pretas ou castanhas denominadas MELANINAS que são pigmentos naturais que se acumulam na pele e nas partes córneas (penas, bico e patas).
CONSIDERAÇÕES SOBRE O ASPECTO VISUAL
O efeito óptico produzido pela combinação dos diversos pigmentos (Lipocromos e Melaninas) depositados na plumagem do canário é que vai determinar a sua cor.
Os Lipocromos
As cores de fundo ou cores lipocrómicas podem ser uma das seguintes:
  • Amarelo,
  • Amarelo Marfim
  • Branco recessivo,
  • Branco dominante,
  • Vermelho,
  • Vermelho Marfim,
  • Amarelo e Branco , (Mosaico Amarelo)
  • Vermelho e Branco. (Mosaico Vermelho)

(Melânicos diluídos) da plumagem.

A aparência das estrias de NEGRO e ou CASTANHO define a natureza do desenho MELANICO que é composto por:
Barras – formam-se nas penas zona das coberturas, tem o aspecto de virgulas grossas em que o bico da virgula esta voltado para as costas.
Estrias dorsais – formadas por linhas mais ou menos largas que podem começar na cabeça e se prolongam ao longo das costas.
Estrias laterais – linhas situadas em cada flanco com a forma de semente da aveia.
Bigodes – pequenas penas que formam um desenho em forma de virgula em cada um dos lados da mandíbula inferior do bico.
Para um canário de cor ser típico só pode apresentar um aspecto da série clássica (Negro ou Castanho ou Ágata ou Isabel).
As Mutações Melânicas – os pigmentos melanicos, a Eumelanina e a Feomelanina, podem ser afectadas por diluição, inibição, devido a vários factores.

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Em Portugal uma das provas que os Aspirantes a Juiz de Canários de Cor tem de superar é identificar e designar correctamente a maioria das cores de 10 canários de cor colocados a sua frente.
As perguntas que eu faço e o caminho do meu raciocínio é o seguinte:
1 - O canário é lipocromo ou melânico?
2 – Se é melânico então é oxidado ou diluído?
3 – Se melânico oxidado as melaninas são negras ou castanhas?
4 – Existe algum factor de diluição ou inibição das melaninas presentes?
Observação final:
Não sou juiz de canários de cor, por isso este artigo não estará isente de erros ou simplificações. Declino toda a responsabilidade e não vou alimentar polémicas sobre este assunto. Na realização deste artigo consultei varias fontes e fiz as minhas reflexões procurando evitar erros grosseiros, mas como em tudo na vida não há OBRAS PERFEITAS.
Faltam alguns quadros em imagem que eu irei incluir e talvez algumas fotos exemplo... Mas as férias estão achegar talvez demore um pouco...


sábado, 10 de julho de 2010

Fracassos...

A época de criações começa sempre cheia de expectativas. Planeio os acasalamentos, selecciono os reprodutores com base nos resultados das epocas anteriores.


Todos os anos o procedimento é quase sempre igual. Juntos os casais, forneço papa de criação (farinhada), coloco vitaminas AD3EC K na agua de bebida. A vitamina K é importante para a fertilidade das fêmeas mais velhas, a prova foi que este ano todas as posturas foram de 5 ovos. A minha meta é sempre gastar as 20 anilhas que requesito todos os anos, independentemente do numero de postura ser de 2 ou 3 por casal.


Nesta altura ainda não fiz a contabilidade aos ovos perdidos, (não galados ou com embrião morto). Logo na primeira postura tirei só uma cria, numa ninhada com 5 ovos nascer so uma cria... o pior foi que os outros casais na primeira postura todos com 5 ovos e zero crias. Confesso que comecei a entender a angustia de muitos criadores iniciantes e voltar a passar pelos meus tempos iniciais neste passatempo foi um grande golpe.


Para grandes males grandes remédios... Nesta situação em que os reprodutores parecem estar bem custou um pouco dar um remédio (antibiótico) a todos. A minha opção foi fazer uma cura com FP 20/20 (depois irei completar esta mensagem com mais pormenores tecnicos sobre os produtos citados). Os resultados na segunda postura foram melhores aumentou o numero de crias 2 no maximo e 3 ovos não eclodidos. Na terceira postura não fiz nenhum tratamento a situação manteve~se mais ovos chocos e maximo de 2 crias em 5 ovos por ninhada.


O meu plantel certamente que não esta bem, será necessario fazer analises clinicas por um veterinário competente. (Agradeço se alguem me puder ajudar na indicação de um veterinario na zona do Grande Porto - Portugal).

O problema de dar antibióticos as cegas é não sabermos se o tipo de antibiótico é adequado ao microbio. Porque posso estar a baixar o nivel de contaminação sem estar a erradicar a doença. Porque o certo é que nas posturas seguintes à primeira aumentei o numero de crias por postura, mas não conseguir obter 5 ovos 5 crias.


Agora entendo as razões dos chamados tratamentos de desparazitação efectuados antes das criações. Nunca fui adepto porque também nunca tinha passado por esta situação. Aprendi mais alguma coisa... Para o ano de 2011 vou repensar a minha estratégia para o inicio da época de criação.

Esta ano de 2010 nas criações de canarios de cor para mim foi um fracasso.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Papa de ovo caseira - farinhada para canários e outras aves como pintassilgos

Ultimamente tenho pesquisado algumas receitas de papa de criação feitas com ingredientes caseiros. Muitas são as variantes, mas a base é sempre a mesma. A sugestão que se segue pode ser completada, com a adição de outros ingredientes, como couscous ou mel, entre outros.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Plantas para passaros!




As plantas espontâneas ou selvagens, são muito úteis quando fornecidas aos pássaros indígenas. O artigo que podem descarregar clicando na imagem é da autoria do Manuel Marinho que reside na Bélgica é um criador deste tipo de aves. Podem visitar o seu blog no seguinte endereço:

http://ocantinhodosmeuspassaros.skyrock.com/

Os canários não necessitam de comer muitas plantas espontâneas para ficarem "prontos a criar".
Pessoalmente não as uso na criação dos canários, mas se as fornecermos com moderação também não lhes faz mal.

Observação Final:
Esta mensagem fora do tema "Os meus canários de cor" irá ser exibida por um período de tempo limitado.

Agora que ja podem fazer o download ou descarregar o documento pdf sem limite de tempo.


http://cid-e9056050d7fad792.skydrive.live.com/self.aspx/Plantas%20para%20passaros/Plantas%20para%20Passaros.pdf

segunda-feira, 19 de abril de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Colóquio canário JASPE




No passado dia 13 de Março, pelas 17h15 m realizou-se na sede do Clube Ornitológico do Porto, um colóquio sobre a mutação Jaspe nos canários de cor.







Foi com muito interesse que assisti a palestra do Sr. Abellan que nos conduziu pelo itinerário feito desde o aparecimento e introdução desta mutação por hibridação até a actualidade. Para ilustrar o evento apresento parte do vídeo deste colóquio. Devido a extensão e duração do colóquio apenas mostro o inicio da palestra.




Outro orador foi Dom Francisco Grimaldi o juiz OJM que apresentou uma apresentação sobre a hereditariedade e transmissão do canário Jaspe. Pelas razões indicadas anteriormente apresento um excerto do vídeo que fiz na ocasião.





A qualidade dos vídeos não é a melhor, mas foi uma forma de registar pelo menos sonoramente o acontecimento. Pena foi que os cartões de memória que tenho não chegaram para registar o debate e a apresentação ao vivo dos canários Jaspe e dos Cardinalitos diluídos e duplo diluídos que foram trazidos pelo Sr. Abellán.





A canaricultura desportiva requer um acompanhamento e estudo pois neste colóquio foram apresentados pontos de vista e opiniões diferentes sobre o aparecimento de factores letais e cruzamentos consanguíneos na selecção e criação de canários de cor.

Gostei bastante de ter assistido a este colóquio, pois tive oportunidade de aprender e escutar participantes com muitos conhecimentos sobre ornitologia desportiva.


PS: Quem estiver interessado em obter a versão completa dos dois vídeos, pode-me mandar um email. (O custo é simbólico e serve só para cobrir as despesas de envio e do CD)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um itenerario até a criação desportiva de canarios de cor

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No início da criação de canários olhamos distância para o aspecto desportivo com algumas reservas. A medida que ganhamos confiança e sucesso na reprodução dos nossos canários, pensamos em anilhar as nossas aves e colocamos a hipótese de nos filiarmos num clube para obtermos anilhas desportivas com o nosso stam (numero de criador nacional o equivalente ao numero de bilhete de identidade de cidadão nacional). Mais tarde começamos a visitar exposições ao olharmos atentamente as aves a concurso verificam que se calhar também poderíamos competir, pois os nossos canários têm valor.

Superado o desafio da criação, o patamar desportivo é muito mais exigente. Obter crias não chega pois para ser competitivo devemos ter como objectivo obter canários dentro do estalão ou standard. Significa que as nossas aves devem se aproximar o mais possível de um ideal ou padrão desportivo pré definido. Como criador desportivo de canários de cor procuro-me em obter aves competitivas e dentro do standard O.M.J/C.O.M. Já seleccionei os casais reprodutores.

O STANDARD O.M.J./C.O.M DOS CANARIOS DE COR, é um documento de referencia escrito da Comissão Técnica de Canários de Cor cujo autor é o Juiz Joaquim Cerqueira da Cunha. Penso que todos os criadores sócios de clubes ornitológicos filiados na FONP, podem comprar esta publicação através do seu clube.
Quando participamos num concurso os canários são avaliados segundo vários itens, que constam no STANDARD O.M.J./C.O.M DOS CANARIOS DE COR. No caso dos canários brancos recessivos, inseridos no grupo LIPOCROMICOS APIGMENTADOS, a ficha de avaliação contém os seguintes parâmetros :
Lipocromo - máximo 55 pontos
Plumagem - máximo 15 pontos
Forma e Tamanho - máximo 15 pontos
Porte - máximo 10 pontos
Impressão - máximo 5 pontos.
O parâmetro mais importante (vale 55 pontos face a 45 pontos dos restantes itens) é sem dúvida o Lipocromo. Um branco luminoso e brilhante terá uma avaliação de Excelente e será pontuado com 52 pontos. Uma avaliação de Bom, é devido a uma ligeira opacidade do branco e a pontuação varia entre 49 e 51 pontos.
A melhoria deste parâmetro, poderá ser atingida por uma melhor selecção dos reprodutores, ou seja através de uma boa escolha. Ou será que um canário Branco Recessivo avaliado como Bom na rubrica Lipocromo, foi prejudicado por uma lavagem deficiente da sua plumagem?
A nível competitivo o pormenor pode fazer a diferença ente um Campeão e um bom pássaro. O conhecimento e a leitura atenta do STANDARD O.M.J./C.O.M DOS CANARIOS DE COR, pode ajudar a entender as avaliações feitas numa ficha de julgamento.
Quando levo um pássaro levado a concurso e ele não atingiu as minhas expectativas, tento entender as avaliações feitas na ficha de julgamento. O livro de registo de criações onde consta o nome dos reprodutores e o número das anilhas de pais e filhos e as respectivas fichas de julgamento, permite visualizar o caminho selectivo feito na escolha dos acasalamentos. No final da época de reprodução os canários brancos recessivos do ano seleccionados para concurso, irão prestar provas. Só assim um criador desportivo de canários de cor sabe o valor competitivo de seu plantel. Na mesa de julgamento um bom canário sabe se comportar face ao olhar atento de um juiz. Por vezes a falta de preparação da ave para estes momentos de stress, não é feita pelo criador ou o carácter nervoso do canário é dominante face ao treino ministrado.

O desafio desportivo é grande e o trabalho é exigente, em Portugal cada vez mais existem bons criadores e aves muito competitivas. Basta analisar os resultados dos criadores portugueses no 58 Mundial de Ornitologia de Matosinhos. O sonho é sempre obter uma medalha mundial, para isso continuo a caminhar, pois como diz o poeta “o sonho comanda a vida”.
Concluindo, e resumindo peço permissão para citar Alfonso Babra – “existem dois tipos de aficionados os que convertem pássaros bons em maus e os que de pássaros bons conseguem pássaros muito bons. “





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

58º Campeonato do Mundial de Ornitologia

Em 24 de Janeiro 2010 terminou o 58º Campeonato do Mundial de Ornitologia, realizado em Portugal. Na minha opinião foi um sucesso e a Comissão Executiva deste evento esta de parabéns.

Em alguns foruns, membros que apenas foram visitar o evento, teceram comentários que minimizavam a importância deste evento internacional. Fiquei triste pois como voluntário acompanhei toda a montagem na Feira Internacional do Porto. A coordenação de toda a logística e o numero de voluntários envolvidos foi impressionante. Os pequenos problemas e os imprevistos associados a colossal manipulação de dados informáticos envolvidos nas listagens, impressão de etiquetas, lançamento de classificações, e outras operação com a base de dados foi muito exigente e fastidiosa. O cumprimento de objectivos implicou trabalho prolongado pela noite dentro, do Rui Vale e de Raul Leitão muitas horas fora da família, pedir antecipação de férias nos empregos.

No inicio do mês de Janeiro, o pavilhão nº6 da Exponor, começou a receber as gaiolas de cartão, já montadas. A planta com a disposição das filas de expositores e dos stands, permitiu começar a montagem e distribuição de todo o material necessário para receber as aves a concurso. Foram 3 camiões TIR trouxeram as gaiolas de cartão o restante material foi transportado por carrinhas de mercadorias. Um grupo de voluntários e elementos da organização e da Comissão Executiva, efectuaram as descargas e montaram as estantes, em linhas previstas no projecto inicial.


No dia 15 de Janeiro, a tarde chegaram os primeiros convoyeurs. Os convoyeurs são as pessoas responsáveis pelo transporte das aves deste o país de origem até a exposição. Em cada país é efectuada a recolha das aves inscritas para o Campeonato do Mundial de Ornitologia. Durante a viagem e até o engaiolamento os convoyeurs tem a tarefa de dar de beber e alimentar as aves. Chegados ao local da exposição verificam e zelam pelo bem estar das aves, colaboram na distribuição e alojamento nas respectivas gaiolas de exposição devidamente referenciadas. Muitas aves chegaram de avião pois a viagem é mais rapida. A variedade de espécies e tipos de alimentação de cada uma é um desafio constante para manter as aves em boa e com o menor stress possível. A tarefa dos convoyeures é muito importante, pois são eles que melhor conhecem os hábitos alimentares das aves que transportaram. Terminado o engaiolamento para concurso, os transportadores são limpos para estarem prontos a receber as aves e as levar de regresso aos respectivos países.

No dia 16 de Janeiro chegaram as aves portuguesas. Transportadas pelos próprios criadores ou trazidas em transportes organizados e fretados pelos clubes. Foi uma ocasião de eu rever caras conhecidas e falar com amigos nomeadamente o Zé Carvalho, o Tony Duarte, o Dionísio. Neste dia levei o meu canário de cor e senti-me muito pequeno face a outros criadores que inscreveram algumas dezenas de aves. Levei um canário branco recessivo classificado em 3º lugar com 90 pontos na XXX Exposição do Clube Ornitológico de Matosinhos. A minha previsão era tirar 88 pontos o que já me deixaria contente. A minha preformance foi melhor do que eu esperava e o meu canário obteve 89 pontos na minha primeira participação num Mundial.


No dia 18 e 19 Janeiro efectuaram-se os julgamentos. Quando via um grupo de juízes a volta das ultimas 2 ou 3 gaiolas, numa observação atenta das expressões do juízes, constatei que nem sempre é fácil decidir quem vai ser o campeão.

No dia 20 de Janeiro, as empresas de produtos para aves começaram a montagem dos seus stands. Entretanto a organização preparava e colocava nas gaiolas as etiquetas individuais com as classificações. No pavilhão 7 chegavam os últimos criadores e comerciantes de produtos para aves para montarem os seus stands de venda. Quem não tinha stand ocupava o seu lugar nas mesas de venda. O frenesim de entradas e saídas de materiais, pessoas e mercadorias eram constante. O bar era o local de encontro e pausa para retempero de energias. Nas mesas ouviam-se conversas em vários idiomas. Neste evento tive oportunidade de trocar ideias e conhecer outras realidades e culturas.


Muito caminho foi percorrido pela Comissão Executiva, pois tiveram de efectuar diligências e apresentar um projecto às entidades oficiais da C.O.M, em conjunto com a C.M. Matosinhos, para garantir e ganhar a candidatura para a realização deste 58º Campeonato do Mundial de Ornitologia. No dia 21 de Janeiro tudo estava pronto para a Abertura e Inauguração.


Sábado 23 de Janeiro, dia aberto ao publico, foi com muito gosto que voltei a encontrar o meu amigo Manuel Marinho, que se deslocou propositadamente de Bruxelas para visitar este 58º Campeonato Mundial. Muitos espanhóis e de outras nacionalidades também marcaram presença. Do sul de Portugal também vieram muitos visitantes o telemóvel do Manuel Marinho não parava de tocar pois a ocasião era de encontro e de conhecer as caras anónimas que frequentam os fóruns de aves na Internet. O meu amigo José Veiga administrador do forum avespt, também teve oportunidade de conhecer pessoalmente o Manuel Marinho, membro muito activo do fórum avespt.

Domingo de manhã 24 de Janeiro, fora do recinto da Exponor era difícil de arranjar lugar de estacionamento. Ultimo dia de exposição a afluência de publico foi maciça. Por volta da 17 horas começaram a convidar a sair os últimos visitantes. Chegadas as 17 horas começou a chamada dos expositores para entrega de aves. Cada expositor era acompanhado por um elemento da organização que o levava ao local onde estava a sua ave que depois de entregue assinava uma folha de confirmação. No fim era acompanhado até a uma saída diferente do local de entrada. Eu passei por este procedimento e no final ao passar pelo Pavilhão 7 onde se realizou a feira de aves senti que tive o privilégio de ter vivido uma experiência única, como criador de canários de cor.

Muito fica por contar, pois é impossível relatar tudo o que vivi e focar outros aspectos importantes ligados a este evento. Peço desculpa a quem se sentir melindrado pelo facto de não ter sido nomeado nesta cronica e ter partilhado comigo todas as vivências deste evento. No Catalogo Oficial existe uma lista de nomes que termina com a expressão “e muitos outros” que define muito bem o sentimento de não querer esquecer ninguém.

Agradeço a oportunidade e o convite que me foi feito pela FONP, por intermédio de Carlos Ramôa para participar como voluntário, neste memorável 58º Campeonato do Mundial de Ornitologia realizado em Matosinhos e organizado em Portugal.


PS: Pode ouvir uma entrevista a Carlos Ramôa feita por Rui Tukayana da TSF durante o último Campeonato do Mundo de Ornitologia.

http://tsf.sapo.pt/Programas/BlogsMaisCedo.aspx?content_id=1016877&audio_id=1485671

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Por dentro do 58 Mundial de Ornitologia Desportiva

Organizar uma exposição ornitologica desportiva de dimensão mundial requer muita preparação,
angariação de parcerias, organização e capacidade logistica. Certamente que muitos visitantes não
imaginam o como se monta um evento desta envergadura. Confesso que fiquei impressionado com o inico da montagem da exposição. Ora vejam algumas imagens.